terça-feira, julho 27, 2010





























sábado, julho 10, 2010

Ela ainda não tem nome, mas já tem lugar em meu coração. É ela quem vai esquentar meus pés nas manhãs frias. É ela quem irá me dizer a verdade quando a mentira for a melhor escolha. É ela quem vai estar ao meu lado quando eu sentar no último degrau da escada mais alta para chorar. É ela quem vai preencher meu vazio, e é ela quem vai descobrir que me completa sem ter a intenção de ter feito isso. É ela quem irá à concertos de música comigo e quem vai segurar minha mão toca vez que uma nota tocar seu coração escondido. É ela quem vai se refletir nos meus olhos de vidro. É ela quem vai me deixar beber café de meias. É ela quem vai ler os mesmos livros que eu, e terminá-los antes. É ela quem vai implicar com minhas manias bobas e minhas brincadeiras sem graça. É ela quem vai me lembrar de compromissos importantes, e é ela quem vai pedir para que eu prepare o jantar. É muito difícil idealizar ela, que é tão concreta quando eu fecho os olhos, e tão invisível quando eu os abro...

http://www.youtube.com/watch?v=_64GhL6ImSc

sexta-feira, julho 02, 2010




quarta-feira, junho 23, 2010

Olá estranha.
Gostaria de te dizer que nos últimos dias não consigo pensar nada mais além de você. Pensar em você me prendeu tanto, que já predestinei nossa história com se existisse um elo entre nós. Mas, entre meu eu e entre teu você, por enquanto, só existe uma lacuna esperando para ser preenchida. Não tenha medo de mim não, estranha. Não é porque te observo de canto e que estou perdida nos teus pequenos encantos, que vou te roubar a calma. Não, a tua calma só a ti pertence. Mas é do teu tempo que gostaria de ser um pouco dona. Eu queria ser um pouco mais bonita, um pouco mais interessante, para que ao passar por você, eu não fosse apenas brisa... Como queria ser alguém para você... Ah, estranha... Quando você está pelos corredores, pensando em qualquer coisa muito além daqui, que eu sei que você pensa, eu estou pensando em ti. E te admirando... Me bobeando com seu sorriso de criança. Sorrindo com teus trejeitos que para mim são perfeitos... Você pode me julgar louca, insana e confusa... Mas a culpa é toda tua se naquela sexta-feira monótona, você me olhou sem perceber, me chamando nas entrelinhas... Me chamando para te querer.
Como é bom pensar em você e nada mais do que você, estranha.

segunda-feira, junho 21, 2010

Não existe azul atrás de céu nublado. Não existe amor atrás de olhos café. Descobri que minha vida virou cotidiana, renego aquilo que me completava para fugir da solidão. E percebo que assim, mais só fico. Hoje não minto, me calo. Hoje não fumo, trago do ar matinal. Hoje não bebo, esqueço por mim mesma. Eu preciso de uma luz...

sábado, junho 19, 2010



Vazio. Vazio por sentir o que eu não entendo, por lembrar o que eu não quero. Fomos intensas, mas erramos. Prometemos demais, fizemos de menos. Eu te queria. E, ah... Meu Deus, se eu conseguisse demonstrar. Te queria como minha amiga, numa sexta-feira chuvosa, por horas no telefone trocando confissões. Te queria como minha grande paixão, que em todas as minhas manhãs, com as pernas cambaleantes, ainda sentindo o beijo entre elas, eu te olhasse com o fervor da noite diluída. Te queria como meu amor, deitada no sereno, esperando o orvalho, me dando teu corpo como agasalho. Justifico meus erros com os teus, justifico meus medos com meu passado. Jamais fui como desejei ser... Não me escondo por querer mudar, nem por vergonha... Minhas mentiras e minhas faltas sempre foram medo, angústia. E escrevo isso como um ato de penitência. Minha confissão... Confesso que ao invés do álcool, prefiro café e chá. E que um de meus passatempos preferidos é assoprá-los enquanto faço palavras cruzadas ou observo as nuances do céu. Confesso que ao invés do cigarro, prefiro me banhar de incenso. Que ao invés do salto da noite, uso meias e pantufas. Conheço toda a programação da TV e tenho mais de 100 livros espalhados pelo quarto... Dostoiévski, Flaubert, Wilde, Machado, Alighieri, Goethe, Cervantes, Shakespeare, Balzac, Austen, Melville, Pirandello, Rudyard, Camões, Kafka, Tchekhov, Voltaire, Verga, Quiroga, Górki, Homero... Deus, como queria estar à altura! Quando saio, vou ao parque. Quando escurece, chamo um amigo, abro um vinho e fico sob a luz da lua ou ao amarelado de postes velhos. Tricoto meus cachecóis, não escrevo poemas, vou muito bem na escola, não estou apaixonada e minha melhor amiga é a solidão. Meu Deus, tenho tantos segredos... Sou tímida, sou suja, eu não presto. Culpo os outros pelos meus fracassos. Acordo quando todos estão indo dormir. Crio histórias baseadas nas que eu leio. Sou muito açúcar. Sou toda a falta de graça. Pinto quadros coloridos, as minhas melodias no violino sempre saem arranhadas. Não vou em bares, vou a concertos de música... Haydn, Prokofiev, Sibelius, Tchaikovsky, Mozart, Stamitz, Beethoven, Bach, Brahms, Glinka, Dentello, Grieg, Schubert, Wieniawski, Elgar, Smetana, Ravel... Deus, como eu queria estar à altura! Queria morar no campo, esquentar o leite na panela, passar a vida escrevendo e sentindo o tempo se arrastar. Teria lugares mais perto de mim para plantar minhas flores. Teria mais para oferecer para quem me amasse. Mas me adaptei a vida urbana, serei médica um dia. Alegrarei crianças leucêmicas. Eu, provavelmente, serei o último sorriso de muitas delas. Sabe, eu lavo minhas roupas, durmo com três travesseiros, sou guardiã de muitos segredos. Sou babá nas férias, e sento ao lado de idosos que já se esqueceram de como a vida foi bela para colocar o papo para fora. Nas manhãs de sábado, cuido de cachorros num canil. Aos domingos, almoço com a minha família. Nas sextas, faço piqueniques enormes com pizzas vegetarianas, incenso de flores e bossa nova escoando pelo parque florestal. Sou toda a calma... Sou toda pequena... Que nem meus milhares de amigos que mal tem um metro de altura. Minhas cartas nunca foram pedidos de perdão, pois jamais pretendi enviá-las. Já errei tantas vezes que me acostumei com o gosto amargo. Mas agora sinto um vazio cheio de culpa, dor, tristeza e remorso. São tantos caminhos, quase todos sempre errados... Hoje me livrei de minhas mentiras e da minha auto-enganação, mas meu passado... Foi solificado e irá perpetuar em mim para sempre... Quem sabe um dia eu esqueça... Apenas sei que até lá, irei ficar com meus relógios, meus suéteres, minhas meias, minhas músicas, meus livros, meus cafés, meus chás, com a minha vidinha insignificante. Esperando que um dia ela se torne importante, o suficiente para que eu possa ser a melhor amiga de uma alminha que se vai.

Me desculpe se um dia eu tenha sido a causa de uma dor tua.

quarta-feira, junho 16, 2010

Sábado é quando eu sinto o sabor da manhã e é quando sinto saudade do sabor do teu corpo. Acho que me rogo pragas demais, para meu eterno desespero. Deveria tentar esquecer o que tivemos, o que não mais temos e tudo aquilo que em lembranças me eleva e me preenche de tristeza.
À noite, não durmo, viro e reviro-me dentro e fora de mim. Perambulam em meus pensamentos, sentimentos cóleros que se concretizam e derramam em mim lágrimas no teu não mais teu canto da cama. Que embora pequeno para teu corpo, fora todas as noites terno e esquentado pelo meu peito, pelo meus braços, pelo meu colo, entre meus cheiros e com todo o meu amor.
Fecho os olhos e durmo. Me perco e me permito sonhar com o reflexo do teus olhos escuros, os olhos que por tantos dias senti a ansiosa vontade de ter, e quando os tive, nada mais desejei. Como o movimento sutil do relógio, nosso tempo passou. Se não bastasse, morreu. Se esqueceu no azul profundo que era nosso amor. Como você sempre murmurava cansada: "Imensidão azul de amor".
Mas como tudo que é sincero não dura, dissemos adeus como se fosse algo cotidiano. Sei que você não me ama mais, você me decifrava fácil demais e me desestabilizava em todas as manhãs nebulosas. Você, que conhecia muito mais que meu ser suportava, foi embora. Você me fez solidão.
Sobrou-me eu mesma, eu e as nuvens, que mesmo tão lindas, são vazias e passageiras. Eu e a saudade, que fez de mim casa. Eu e o frio da minha cama, eu e o silêncio dos meus sábados.

quinta-feira, junho 03, 2010

Você me confunde, mas me interessa. Gosto de ficar imaginando seus cantos, embora que eu tenha certeza que jamais os conhecerei. Quando fecho os olhos, consigo entrar em sua vida como se ela fosse minha. Penso em você, mas não te querendo, e sim te observando em mim. Eu nunca desejei saber mais do que sabia de você, e hoje é o que mais quero. Queria descobrir todas as suas vontades, todas as suas paixões, todos os seus erros. Queria saber em quem você pensa em cada nova manhã, a sua lembrança mais bonita, como você segura uma garota quando a beija ou para que lado seu cabelo fica quando acorda. Queria ouvir teus suspiros, rir de teus espirros, observar você se espreguiçando. Queria saber teus vícios, ouvir seus segredos e descobrir o que te deixa insegura. Queria ter segurança todos os dias para perguntar aonde você gostaria de estar comigo. Mas eu sei que são apenas utopias e que sempre terei que me satisfazer com o superficial e palpável de ti. Só não posso permitir que você vá... Não agora. E se fosse possível... Nunca. Eu penso em você querendo esquecer de coisas que não existem, eu me precipito tanto querendo te entender antes de tentar entender a mim mesma...
Pensar em você é o mesmo que querer que minha dor não cesse. Acho que é por isso que eu não escrevo poemas, poemas são bonitos... Até bonitos quando sofrem. Mas todos os sentimentos e pensamentos relacionados à você transformam-se em prosas sujas e feias. Porque o que tivemos e o que seremos jamais será outra coisa além de um monte de porcaria sentimental sem sentido. Não é rancor isso tudo que eu guardei, é decepção... Decepção de lembrar que um dia eu te tornei o maior dos meus segredos, e que hoje você é uma das minhas piores memórias.
Eu jamais esquecerei nossas tardes de domingo, foram tantas, meu bem. Brincamos de mentir uma para a outra em todas elas, das formas mais sutis e interessantes que alguém comum poderia imaginar. Brincamos de mal me quer, falamos sobre a vida e planejamos muitos futuros juntos. Comparávamos nossas mãos, colávamos nossos corpos, era bonito e eu estava apaixonada.
Eu quero que saiba que eu precisava ir embora, desculpa se foi tudo precipitado... Foi preciso. Nós duas sabíamos que o nosso nós não iria sobreviver por muito tempo, arrastar nossas mentiras e nossos beijos desgostados por mais tempo só nos iria trazer aquela sufocante sensação de vazio cheio que eu tanto odeio. Mas sinto por ter te perdido, não você a pessoa com que eu trocava toques e me satisfazia, mas você minha amiga que antes me ouvia todos os dias e se enchia de todos os meus problemas banais. Sinto por ter esquecido o quanto um dia, para mim, você foi importante.




Por mais que eu tente, meus textos sempre saem assim... Um monte de palavras e contradições sem sentido.
Primeiro, os sentimentos.
Depois, as pessoas.
Em geral, é assim que eu vejo a vida.
Ou, pelo menos, é o que eu tento.






TERÇA-FEIRA, 10 DE FEVEREIRO DE 2009

Dialogando com o espelho.

Apelidam-me docemente com o nome “A garota comparação”. Minhas comparações são estranhas e realmente... Confusas. Mas não é isso que eu desejo contar. Na verdade o que eu desejo contar eu não posso. É um segredo que eu guardo no fundo da minha língua, atrás da minha alma, escondido dentro do meu coração. É um segredo que eu estou começando a descobrir e começando a tentar compartilhá-lo... Mas tentativas fracassadas fazem parte do meu histórico de vida, andar de bicicleta, nadar, bilhetes de amor, escapadas de casa... Tentativas não sucedidas para não minimizá-las ainda mais. Mas não sou uma pessoa fraca, não vivo de falsas promessas... Prometo para mim mesma arrancar de algum lugar de mim a força para não fracassar nessa nova tentativa, desta vez eu que vou sair com o sorriso estampado na cara. Tantas vezes fui a donzela em perigo esquecida, tantas vezes deixaram de lembrar que eu estava aqui, desta vez eu vou ser a autora, quem vai narrar sou eu.
Vou escrever algo inédito, irei escrever minha vida. Não... Não vou escrever minha vida, este é um livro onde as palavras são colocadas sem cuidado, com pressa desajeitadas furando a fila do próximo capítulo. Vou escrever então meus amigos... Mas não posso escrevê-los eu os escolho tão bem no escuro! Ah, já sei... Vou escrever então minhas paixões. Poxa, que graça teria? Escolher o tipo certo, o tipo ideal? Teria graça abrir meus olhos certa que naquele dia não teria conturbações, não teria um caos, um trânsito em movimento constante e indeciso em meu coração? Pois então não quero narrar nada! Deixe-me ser esquecida, deixe-me ter uma vida sem rumo, deixe-me ter amigos aleatórios, deixe-me ter um coração em erupção. Assim eu vivo, é assim que eu respiro, esse ar matinal gastado da ressaca do dia anterior, pronto pro porre da próxima. Seguirei a luz oblíqua do sol sem saber em que chão estou pisando, pode ser de cacos de vidros ou de pétalas de rosa, não sei. Estou pronta... Estou aqui clamando apenas pelos sabores da vida.





SEGUNDA-FEIRA, 26 DE JANEIRO DE 2009



Eu estava ficando cada vez mais encabulada com aquela conversa, era como um pavio que ia queimando aos poucos até que explodisse.
" Ah, será que ele vai indicar mesmo ela?"
"Não sei filho, tem mesmo é que esperar o paredão"
"Mas eles tavam tão amigos! Ele seria muito babaca"
"Mas é um jogo..."
Então, explodiu.
" AH QUER SABER? Nós vivemos num mundo anormal, sádico, doente, sanguinário, onde a regra é a falta de regras, um mundo tenebroso, onde o homem é cada vez mais o lobo do próprio homem. Um mundo de guerras de massacres, alicerçado no ódio na iniquidade e na violência. Acrescente nisto tudo a poluição atmoférica, poluição sonora, poluição moral, a degradação da cultura, falência dos serviços públicos, colapso do trânsito, a morte da urbanidade, da cordialidade, da soliedariedade humana... E existem pessoas que ainda conseguem estar preocupadas com o próximo capítulo do BBB".
"..."
"..."



Postado por Valentine.

domingo, maio 23, 2010


Ando carregada, carregada de nuvens que circundam meu interior. São tão pesadas que minha alma cansou-se até de lamentos, justo eu que tanto choro escondido. São nuvens de despreocupação e indiferença, sobrecarregam meus órgãos e me fazem sangrar. Não apenas em um ponto como o coração, mas em muitos outros pontos e por muitas outras partes, até algumas que eu mal sabia que existiam. Ambientes inóspitos dentro de mim tornaram-se lar de sentimentos de amargura que eu não desejei. Tornei-me uma solidão constante, e isso verdadeiramente me dói. Queria conhecer mais as cores antes de me tornar gelada, e gostaria de conseguir transparecer toda essa minha dor... Mas não consigo. Aparento contentamento, felicidade. Mas sou apenas um poço vazio, um poço vazio da própria a solidão.
Nunca simpatizei com festas, não apenas após esses tantos problemas pessoais. Pessoas em demasia, vozes altas, bocas excessivamente molhadas de misturas sutis de tesão e álcool, músicas ruins, comidas frias. É tudo tão depreciado, esgotado, sujo, forçado. Mas cá estava eu, tentando animar-me... Há vezes em que me forço tanto em situações que acabo criando novos mundos dentro de mim, consigo criar novas personalidades e novas histórias. Eu consigo plantar sorrisos.
Não gosto de ser fraca com bebidas, não gosto de ser fraca com nada. Mas ser fraca com bebidas me deixa diante de meu maior medo: Ser exposta. É como se abrissem meu crânio e sugassem todas as minhas linhas, todas as minhas vidas. Posso parecer um pouco exacerbada. Mas é apenas o que eu sinto.
Coloca diante de pessoas que eu jamais vira antes, me vi obrigada a plantar meus sorrisos e me sentir confortável. Isso me mantinha com a constante sede de álcool no sangue, me pondo em conflito com meus medos, mas por que eu iria me importar? A noite era minha, minhas ilusões, ninguém iria estragá-la.
Acho que foi quando eu estava perdida nesses pensamentos que eu a vi entrando, nervosa. Eu sentia sua essência de longe, era como um perfume delicado que percorre junto com o ar, brincando comigo e me provocando. Eu achei isso insinuativo, mas não o suficiente para me despertar vontades. Mais álcool.
Acho que aos poucos, como dois imãs atraídos, nos aproximamos e acabamos criando um elo forte de uma noite. É engraçado como fazemos amigos intensos e verdadeiros com facilidade quando estamos sob influência do álcool, é uma pena que eles durem apenas uma noite... Ou uma pequena temporada. Mas incrivelmente essa hora eu já estava envolvida o suficiente com aquele pequeno jeito ingênuo que Marina demonstrava. Me despertou a primeira vontade: A vontade de entendê-la. Roguei uma praga à mim mesma desejando que a próxima não fosse tê-la. Eu não podia.
Eu estou mergulhada nas minhas contradições, vivo em crise, uma guerra constante contra mim mesma e isso não deveria acontecer com tanta frequência... Eu preciso de um cigarro! Eu preciso de você! Não! Eu preciso de um cigarro! De você! Um cigarro... Você. Cigarro. Os dois.
Pressionei-te contra o carro, meus dedos colaram na tua pele e de lá não queriam sair. Embora todas as outras partes do meu corpo estivessem gritando alto de que isso era um terrível erro, e que eu iria me arrepender. Mas de que me importo? O álcool, minha cabeça, a nicotina... Não são boas misturas, certamente não são. Eu preciso ir embora. Você não é uma poesia, eu não posso, eu não preciso, mas eu quero. Merda!
Meu dia seguinte foi uma dura, dura dor de cabeça. Eu e meus problemas. Eternos amantes. Tentei me recordar de fatos que haviam apenas se tornado relapsos de memória, acho que minha mente corrompeu as imagens para que eu não me atordoasse o resto do dia. Adicionei-a no orkut e depois disso apenas esqueci. Vivi meu dia seguinte com cautela e calma. Muitos cigarros, muitos cafés. Meu segundo maior amante: Meu sofá. Meus sonhos. Meu descanso. O meu próprio e só meu egoísmo.

(...)

sábado, abril 24, 2010











quinta-feira, abril 22, 2010

Sou fascinada por coxas e a maneira delicada com que elas se abrem e se fecham. Sou fascinada pelo jogo de cintura que prende nosso olhar unicamente nelas.
Sou fascinada por clavículas à mostra que sustentam pescoços finos e brancos, que viram e te chamam.
Sou fascinada por olhos café que se reviram e te exploram, que são companheiro de bocas boêmias que gemem e que choram entonando baixinho.
Sou fascinada por dedos que se perdem, línguas que surpreendem, cheiros que confundem.
São corpos que me devoram, que me pecam, que me zombam e me fascinam. Sou sim fascinada por elas, por todas elas. Em todos os meus delírios.

quarta-feira, abril 14, 2010













































quinta-feira, abril 01, 2010

- Só sei que nós nos amamos muito...
- Por que você está usando o verbo no presente? Você ainda me ama?
- Não, eu falei no passado!
- Curioso, né? É a mesma conjugação.
- Que língua doida! Quer dizer que nós estamos condenados a amar para sempre?
- E não é o que acontece? Digo, nosso amor nunca acaba, o que acaba são as relações...
- Pensar assim me assusta.
- Por quê? Você acha isso ruim?
- É que nessas coisas de amor eu sempre doo demais...
- Você usou o verbo 'doer' ou 'doar'?
- (Pausa) Pois é, também dá no mesmo...
Eu preciso desesperadamente de um cigarro. Eu preciso desesperadamente de uns mil tragos, eu preciso que a fumaça preencha meu vazio que está tão cheio.

quarta-feira, março 10, 2010

Eu cansei.
Eu cansei de sentir o que eu não entendo e de saber o que eu não quero.
Afinal, eu posso pular todos os meus problemas. Não é simples? Não, não é.

O azul sempre colou em minha pele, é impregnante, é exaustante. Eu choro e lamento as perdas de mim própria, eu deixei tantas coisas cairem no meu abismo particular. Talvez você não entenda a angústia e a lamúria de uma jovem que anda sem destino, que procura um motivo. Talvez para você sempre pareça bobagem, afinal... Você, serzinho. Você tem amor na cama, café no bule e porquês na boca.
Mas eu não tenho nada, às vezes eu não tenho nem a mim mesma.
Poemas, prosas, músicas, danças, paixões, fodas, suspiros, cores, amores, cafés, cigarros, uísques, camas, sonhos. É a tua carne à mostra, você duvida?


Por exatamente três dias eu a amei. A amei de todas as formas que você, serzinho, consiga imaginar. Era muito amor. Era amor na sala, no quarto, no chão, no chuveiro e na cozinha. Nossa casa fedia a amor, e nossos sorrisinhos boêmios deixavam à mostra nossa pouca vergonha e sacanagem casual. Era amor! Os vizinhos reclamavam da bossa nova até o céu se diluir em manhã, e eu e ela... Apenas nos amávamos.
Ela me fazia ter orgasmos sentimentais.
Mas eu não vim aqui falar através de prosas as minhas fodas.


Acho que permanecemos aproximadamente quatro dias e duas horas trancafiadas na casa dela, sobrevivendo da nossa vida vegetariana de maçãs amassadas, cafés com leites quase vencidos e principalmente: nossos cigarros. Tenho marcas em todo o corpo que provam as insanidades cometidas por aquela criaturinha maldosa.

Quatro dias e duas horas depois, ela se despediu de mim. Me deu meu salto, maquiou suas pernas e disse "hora de tornar a realidade". Maldita espécie abominável enganadora salafraia nojenta e cadela! O que restou? Um coração partido? Não, nem isso.
Sobrou eu encardida nojenta, bebendo uísque, fumando um cigarro olhando para a essa tela e pensando em escrever algo que realmente motive vocês.

Por que vocês amam? Por quê? Vocês que bem sabem que no final não há um sempre felizes, ou que depois de uma década na cama de um alguém, você se esquece de como o sexo era quente, de como seu coração borbulhava, de como você o amava.

Quando você renega o amor, você renega também a sensação de cheio. Você se torna vazio e isso realmente te consome. É o que torna atrativo, é o que torna delícioso.

Por isso, toda vez que eu me trancafeio em uma nova casa. Eu brinco. Brinco comigo que brinca com um alguém que acha que também brinca comigo. Brincamos de esconder dentro do outro, e funciona. Quando a brincadeira cansa, você vai embora fecha a porta e deixa o remorço lá dentro.
Eu previa. Previa tudo em minha vida e isso a obstinava. Desde o início eu já sabia como seria quando eu te visse pela primeira vez, sem ao menos saber que você existia. Eu previa porque era o óbvio, e eu sempre soube dizer o óbvio. Molhei meus lábios e sentei, minha solidão me acompanhava desde pequena. Sorrir para mim mesma era a impertinência loucura que me moldava. Você apareceu em minha vida e eu demonstrava pouco aos olhos azuis. Afinal, eu sabia que você estaria apenas de passagem pela minha vida, assim como as outras. Um trago na boca uma da outra, não seria o suficiente. Não me deixava excitada, não me deixava ansiosa, não me deixava nervosa. Simplesmente não me deixava.
Eu queria mesmo te amar.
Eu queria saber se mentir pra si mesmo, e ter convicção na própria mentira seria considerado loucura. Ou apenas mera ilusão comum. Eu sempre oscilei entre meus lados. Eu tentei te impressionar, como se se ao te impressionar impressionaria a mim mesma. Mas meus planos também nunca foram como planejados.
Andar pela rua sempre fora um tanto desajeitado e promíscuo, eu amava cada garota que passava por mim de uma forma única e intensa. Era sincero. Mas não durava. Logo aparecia uma nova garota. Até que uma poupasse um tempo significativo que me fizesse perder algo além de apenas um pouco de paixão momentânea. Era minha diversão.
Mas você rememorou todos os sentimentos inconcebíveis e bonitos que haviam dentro de mim, mas isso nunca significou que eu a amasse. Eu apenas gostava de te olhar. Eu apenas gosto de te olhar. Eu apenas gostava de sua presença que me recordava de uma forma absurda que eu não deixara de ser gente. Eu ainda estava aqui e um dia poderia, quem sabe, mostrar para alguém tudo de bonito que eu tenho para oferecer.
Mas o que eu não havia previsto na tua curta passagem pelo canto bonito do meu ser, era que você era grande demais para estar por lá. Você, era muito além do que o meu pequeno ser que nunca foi suportava.
Eu tentei ligar meus pensamentos. Juntos, quem sabe, eles seriam capazes de achar uma nova mentira para mim mesma. Uma forma de me ninar "calma, está tudo bem... Ela vai embora, tudo irá ficar bem". Mas, eu não queria que você fosse embora.
Embora houvesse previsto, embora que você fosse muito maior para meu ser.
Eu queria muito te amar. Ou melhor, eu quero muito te amar.
Mas sem forças e sem confiança própria, isso nunca seria possível. No fundo eu jamais acreditaria que você e eu, um dia, pudéssemos ser algo.
Eu esperaria, eu sei que eu esperaria. Esperaria nos lagos mais calmos e singelos existentes fora da realidade. Esperaria calma, e talvez esperançosa, pela tua vinda. Pela tua morada dentro de mim. Eu te guardaria em um canto, eu guardaria.
Você seria a peça mais valiosa de minha vida.
Você, de certa forma, é a peça mais valiosa da minha vida.
Você habita meus pensamentos quase toda hora.
Mas eu não deixo transparecer em meus olhos azuis.
Talvez você entendesse, se o mundo fosse mais simples. Se o amor fosse explicável, se os beijos fossem menos molhados ou se os pensamentos fossem em voz alta... Mas não há maneiras existentes de tu entrares dentro de mim, perambulares pelos meus mais sombrios pensamentos, pelos meus mais ocultos sentimentos. E entender de uma vez por qualquer outras, que és tu quem eu quero.

terça-feira, março 09, 2010

Você está parada, e não há muitos limites além chão. Suas convicções estão formuladas e você procura saídas rápidas, escapatórias das pessoas que te consomem e você não pode suprir o que elas te pedem. Você olha para frente e o tempo não para... O tempo te reverte. Você acaba de ver o mais temia. É como estar despido e totalmente inerte aos problemas, seu coração te abandona. Tudo te condena. Você não compreende, você tenta esconder. É tão óbvio. Você se torna tão inocente. Tão incapaz. Tão só. Você tenta se desprender das coisas usuais que de repente se tornaram banais, mas a única coisa que faz é cavar incessantemente o seu próprio abismo. Não há coerência em teus atos, não há mais conjures em tua língua. Devaneia devaneia e não cessa a olhar. Impertinente visão que lhe cega a alma, malditos amados, malditos.

segunda-feira, março 08, 2010

Solidão
doce
solidão.
De dois em dois faz-se três.


- Alô?
- Conversa comigo?
- Só um pouquinho.
- Qual a cor do céu aí?
- A mesma que aí.
- Falo sério.
- Azul.
- Que tom?
- O do teu coração.
- Clichê demais, meu coração tem todos os tons de azul, você sabe.
- Você viveria sem mim?
- Só um pouquinho.
- Me ensina a viver?
- Sempre pensei que você já soubesse.
- Sei. Sou vivida, Marcela. Mas eu sei que contigo eu viveria mais do que permito-me.
- Então me permite a entrar na tua vida, de uma por todas.
- Não é tão simples.
- Teu amor é condenado. Você convida-me mas não me mede espaço. Confunde-me!
- Não fala assim, você sabe que é meu bem me quer.
- Sei sim.
- E o que faço?
- Vá embora. Nós somos duas amantes, pecamos demais.
- Você sabe que eu não vou.
- Sei, que horas são aí?
- As mesmas que aí.
- Falo sério.
- Faltam duas horas para eu ver a única garota que reflete nos meus olhos quando a lembro.
- Sortudona.
- Haha.
- Como ela é?
- Mais do que posso falar.
- Isso é tão errado, tão errado, tão errado.
- Eu sei.
- O que faremos?
- O que fazemos até hoje.
- Preciso ir.
- Se cuide.
- Você também, até daqui duas horas.
- Vá de vermelho.
- Vá de amarelo.

sexta-feira, março 05, 2010



quinta-feira, março 04, 2010

Ela caiu. Com o focinho no chão. O impacto desmesurado emaranhou suas idéias, de repente tudo mudou e ela esqueceu-se de quem era. Estava perdida no seu próprio ser que não era. Andava por aí, cambaleante procurando pretextos e sentidos que pudessem tornar-se a resposta da única pergunta que ela se fazia incessantemente todos as manhãs: Por quê?

Procurou no bolso, na esquina, nas bocas, nas fodas, nos livros, nos sons, nas cores e no tempo. De tudo o que mais namorava era o tempo, ele estava com ela em todos os momentos, e quando se perdia era só recordar quanto tempo faltava para ela sentir qualquer coisa, e entrava em seu devaneio. Ele nunca a deixava, e conseqüentemente ela sempre o abraçava. Abraçava de todas as formas imagináveis. Seu tempo era devotado ao próprio tempo.

Tornando o resto escasso e improfícuo.

Questionava-se sempre, como seria sentir. Será que sentiria por dentro até penetrar entre sua pele de espinhos? Ou será que apenas sentiria algo que não fosse palpável ou visível. Algo que ela apenas sentiria e se realizaria com todos os sorrisos que guardara. Eu sou apenas um nada que espera por um tudo, eu poderia ir até o tudo. E não esperar que o tudo viesse até mim.

Tudo. Que tudo? Se sou nada, é provável que exista um tudo. Como posso ser um nada, eu me toco, eu me sinto. Eu sou algo. Que algo? Algo que não se sente, algo que não se toca.

Como ela odiava o céu. Como ela odiava azul. Como ela odiava. Fugia e fugia e o encontrava quando o tempo a perdia. Tragava enfadada. Estava cansada de nada. Cansada de si. Cansada do tempo. Cansada de tudo. Apenas queria surpreender-se.

Por quê?

quarta-feira, março 03, 2010

Esquecemos então João e Maria, Adão e Eva e Romeu e Julieta. A prosa pertence a dois pobres amados urbanos que se esqueceram numa tarde de domingo: Sofia e Bernardo.
Atrelada e desengana Sofia contava nos dedos, muita coisa e pouco dinheiro. E Bernardo, ah... O Bernardo, metidinho a besta. Toda vez que tentava não errar errava; era hoje ou amanhã? Quem sabe depois? 16 ou 17? 21 0u 13? O aniversário dela se perdera nos lírios murchos do ano que já se passara. Quem diria os dois abobados perdidos tentando aprender a amar sobreviveram um ano. Exatos 384 dias naquele domingo.
Sofia se enganou. Atravessou o sinal e balançando a cabeça, como se fosse para afastar os pensamentos nele.
E das duas bocas, que tanto se encontravam nos finais de semana, nunca havia saído sequer um "eu te amo". Pedrinhas do sapato e ventos soprados não faltaram. Por quê?

Na tarde de quinta, 401 dias atrás, embaixo da escada matando aula falavam e riam sobre o tal amor. Sofia jurando que apenas diria a alguém que o amava quando fosse eterno. Bernardo gargalhando e afirmando que não acreditava no amor.
Arriscariam eles após 384 dias amando um ao outro todos os míseros dias, comuns ou extasiantes que para ela seria eterno e que ele estava errado? Tão errado que seu coraçãozinho pequeno de adolescente ferrado anunciava a toda lembrança “Sofia, Sofia, Sofia”. Será?

Bernardo pulou, caiu borrado, medroso, cansado. Saiu correndo, beijo mãe, já volto pai. Uma dúzia de tulipas, suas preferidas. Um beijo pronto. Ideias mirabolantes para a noite em mente. Discou o número como de costume “já estou aqui”.
Sofia rindo baixinho, olhava para o relógio digital e pensava no atraso banal. Hoje era um dia especial, não como os outros. Chegou, viu tulipas. Surpreendeu-se. Beijou, abraçou. “Feliz aniversário” “Como é que é?” “Feliz aniversário, eu te amo” “Hoje não é meu aniversário, é apenas depois de amanhã”. Discussão, e o pobre coitado do amor esquecido entre as falas soluçadas de uma garota em crise.

Ela se foi, era só isso que Bernardo pensava.
Não fora uma noite fácil, virava pra lá e pra cá, pra cá e pra lá. Descascava a parede, chorava escondido. Como se todo o machismo desprezível que havia nele houvesse se esvaído no ralo do banho. Já era, fodeu, ferrou, cabô.

Tricentésimo octogésimo quarto dia.
Uma ligação.
“Alô”
“Eu te amo também”.

segunda-feira, março 01, 2010

A volta incompleta de um ser que se procura em cada canto bambo.




Hoje minha boca me disse que sente saudade do beijo que ela nunca deu na tua.




É preciso sair de dentro de si para enxergar-se de verdade.



sábado, fevereiro 27, 2010

Eu pensei em escrever - e escrevi - e tudo parecia mais amênuo quando eu encontrava o codinome daquele olhar dentro de mim. Era melhor escrevê-las do que falá-las. Eu não choro, porque no fundo, eu não te conhecia. Porque eu sempre soube que você esteve por perto, eu saí várias vezes à sua procura. E te encontrei. Sonhei por noites com a tua voz me ninando. E te encontrei. E o arame farpado que ficava em baixo de minha pele me arranhava junto. Era muito difícil para mim saber que eu te encontrei e que não só bastava: eu havia me perdido em ti. Mas mesmo perdida nos teus olhos café, não podia bebê-los como havia sonhado e dito. E agora tá travado aqui na garganta, nem desce e nem sai. É uma sensação meio entorpecente, parece um porre de uma droga de sexta qualidade.

terça-feira, fevereiro 23, 2010


"Eu sou essa gente que se dói inteira porque não vive só na superfície das coisas."



"É preciso ter asas, quando se ama o abismo"

Também dói perder
o que não se tem.

quarta-feira, janeiro 27, 2010





Você beijou minhas vergonhas com a saudade, deixou meu ímpeto entrelaçado. Nossos corpos descolaram, e logo nossas almas também. Sangrou. O que sustenta o meu amor? Sustentam dois suspiros. Será frágil? Meu amor é tão leve que meus suspiros nem precisam ser tão profundos. Molhe o dedo, encoste em mim. Frio ou quente? Morno? Nossa, cócegas internas. Diga-me que não é tua boca dentro de mim. Você sorri de volta e diz "não é minha boca, é meu corpo todo". E eu dou risada pensando, como você é boba... Não se entregue não, menina. E então você tenta contar as estrelas que eu desenhei na parte de dentro da minha coxa, cada estrela um beijo. Elas vão subindo, como o infinito. Um universo. Constelação.

terça-feira, janeiro 26, 2010

1º É verdade, mas é tudo mentira.
2º Quanto mais alto o fogo, mais rápido vira cinza.
3º So porque é intenso, não significa que seja definitivo.
4º So porque é efêmero, não significa que seja raso.
5º Urgência não é pressa.
6º Se entregar é diferente de se apegar.
7º Hoje é tudo, amanhã é amanhã.

segunda-feira, janeiro 25, 2010

Porque uma cereja não cabe no meu peito. Porque você sente cócegas no céu da boca, e não te perguntam se são por causa das estrelas. Porque ninguém sabe que seus orgasmos são falsos, que seu salto quebrou, que sua meia calça rasgou. Que seu peixe se afogou. Porque o batom borrou, porque você olhou para o céu e as estrelas não encontrou. Olhou para baixo e disse baixinho "ops, engoli". E a cócega voltou! Porque riem de você quando você conta nos dedos. Porque as flores da sua saia de repente murcharam. Porque você não chegou ao fim do arco-íris e deitou a tampa do pote com o azul do céu aberta. Você não pode contar as cores, ou entrar dentro da televisão. Porque você rogou uma praga, porque você quis quem não devia. Porque você perdoou quem não queria.
Porque você esqueceu de pensar em alguém, e lembrou de pensar no ninguém. Porque você sentou no telhado com o céu quase clareado, com o salto ainda quebrado e sentiu frio. Mas não se aqueceu. Porque você deu voltas dentro de si e encontrou o vazio cheio. Porque todas suas roupas estão no varal, e também porque o varal quebrou. Porque a música dançou na aquarela dos teus dedos ao invés dos seus pés. Seus pés que choravam. Seus pés que cansaram... Suas mãos que cansaram, depois de tantos corpos terem passado. Seu olhar que cansou, sua boca que parou naquele beijo que não durou.
Porque o outono passa rápido, mas as folhas sempre teimam em grudar no seu jeans.

sábado, janeiro 09, 2010

Eu quero acordar de manhã virar para o lado e te desejar bom dia.

Eu quero olhar para o outro lado e desejar bom dia para o nosso Terra Nova.

Eu quero me levantar, escovar os dentes e te ver dormindo com a boca aberta.

Eu quero ir ao mercado e comprar pão de queijo só porque você gosta.

Eu quero voltar para casa e te ver ainda dormindo com a boca aberta.

Eu quero te dar um beijo e dizer que o café está na mesa.

Eu quero te ver levantar com cara de porre.

Eu quero te dizer “amor, vai à janela, sente o gosto do cheiro do dia”.

Eu quero te ver sorrindo porque eu comprei pão de queijo.

Eu quero que você me beije rapidamente e vá comê-los.

Eu quero tomar banho e te ver entrando no banheiro para escovar os dentes.

Eu quero que você entre no banho comigo.

Eu quero pedir sua opinião antes de me vestir.

Eu quero que você me puxe para cama ainda sem roupa e diga “Não vá trabalhar hoje”.

Eu quero não querer ir, mas ter que ir.

Eu quero ir para o trabalho, sorrindo. Pensando em você.

Eu quero ligar o rádio e sorrir com a música, pois de alguma forma especial será a nossa música.

Eu quero chegar ao meu trabalho estressante e me estressar mais ainda.

Eu quero que a máquina do café quebre ou que meu chefe brigue comigo.

Eu quero voltar para casa ansiosa para te ver novamente.

Eu quero chegar em casa e tirar meus sapatos.

Eu quero beijar nosso Terra Nova e te procurar pela casa.

Eu quero te achar deitada no sofá lendo.

Eu quero não fazer barulho para te pegar de surpresa.

Eu quero ver seu coração explodir de susto para que eu possa te beijar e te dizer que tudo está bem.

Eu quero sentar no seu colo e perguntar como foi seu dia.

Eu quero ouvir você dizendo que foi terrível e dizer que o meu foi suportável.

Eu quero pensar que apenas foi suportável pois eu sabia que te veria quando chegasse em casa.

Eu quero colocar uma blusa e ligar a TV.

Eu quero te perguntar o quê você quer comer no jantar.

Eu quero ver você rir de mim por eu não saber cozinhar.

Eu quero fazer a mais deliciosa pizza vegetariana do mundo.

Eu quero ver você com os olhos brilhando cada vez que eu me abaixo para ver como ela está no forno.

Eu quero que você me puxe para o sofá e diga que eu sou linda cozinhando.

Eu quero rir e te jogar no chão.

Eu quero te pressionar no chão e dizer que você nunca mais vai sair de lá.

Eu quero te beijar.

Eu quero que o nosso Terra Nova suba em cima de nós.

Eu quero rir da nossa situação.

Eu quero lembrar que a pizza está no forno e ir correndo pegá-la.

Eu quero queimar meu dedo e te ver preocupada.

Eu quero colocar ração para o nosso Terra Nova e colocar nossa pizza na mesa.

Eu quero te ver fazendo a mesa.

Eu quero te abraçar por traz e falar com meu francês terrível “Bon Appétit”.

Eu quero sentar e te ver comendo.

Eu quero levar a louça para a cozinha e lavá-la.

Eu quero que enquanto isso você vá ler.

Eu quero tropeçar em um de seus livros e brigar contigo por deixá-los jogados.

Eu quero que você diga que odeia deixar...

Eu quero completar sua frase seus livros guardados...

Eu quero te chamar para jogar vídeo game e vencer de você.

Eu quero te ver com cara de choque.

Eu quero te ver perder novamente.

Eu quero que você me agarre só por maldade e vingança.

Eu quero sorrir e dizer que não vai funcionar.

Eu quero que funcione.

Eu quero que a gente vá para a cama, ou continue no sofá, ou no chão. Não importa.

Eu quero você-sabe-o-quê.

Eu quero ficar acordada até tarde após disso, conversando sobre milhões de coisas contigo.

Eu quero ter que ir dormir pois tenho que trabalhar no dia seguinte.

Eu quero você-sabe-o-quê-de-novo.

Eu quero que você ligue a TV e veja os simpsons.

Eu quero dizer que eu te amo e deitar para o lado para dormir.

Eu quero que você me abrace enquanto eu durmo e diga que também me ama.

Eu quero que esse seja apenas um dia comum entre nós.

Eu te amo.

quarta-feira, dezembro 23, 2009




domingo, dezembro 13, 2009

Você sabia que tens uma maneira especial de mudar meus dias maus?

Você faz com que as más coisas desapareçam, assim que diz olá.

É a maneira como você fala, como você ri, como você sorri... É a maneira como você faz que vala a pena meus momentos pensando em nós.

É a maneira como as canções me fazem lembrar de ti.
Em conjunto com as estrelas e o pôr-do-sol também.

A maneira com que tu fazes que o céu pareça mais azul, no segundo em que ocupa minha mente.

É a maneira especial que você tem que mudar meus dias maus.

sexta-feira, dezembro 11, 2009

Andava assim cambaleante o menino, sem um destino certo. Era ele e a dor carregada naqueles largos sofridos ombros. Mas quem era essa tal dor tanto sentida através de seus olhos? Talvez fosse a própria felicidade tanto almejada e até então não encontrada. E quando o menino encontrava o céu, encontrava também a vida. E tudo aquilo que ele não descobria em si, era descoberto nele mesmo naquele singelo momento. Mas o céu a ele não pertencia. Apareceu-lhe então a menina, exibindo toda a sua falsa alegria. Ela queria demonstrar toda a doçura que seus olhos jamais ousaram provar, mas não conseguia. Tudo o que pode foi segurar a mão, assim de mansinho, de seu pequeno novo amigo. Olhou para o céu também, e assim surgiram as borboletas. Voando tão mansinhas quanto suas mãos, tranquilas e brilhantes. E trouxeram consigo dois desmedidos sorrisos. Borboletas colossais eram elas, pulcras e amarelas. E o que tinham ali, era uma amizade tão bela e delicada quanto suas asas. Desapareceu então, toda a tristeza e solidão do menino, e toda a falsa alegria da menina. De repente nada mais importava para os dois. Tudo o que sobrara era seu novo mundo, de mãos, borboletas, de céu e sorrisos.

quarta-feira, dezembro 09, 2009